Abril – Dia 2


Alexandre Sampaio

Roque Pellizzaro Junior

Pedro Alfonsin

RESUMO DO DIA

No segundo dia do Papo de Negócios, 22 de abril,  Roque Pellizzaro, Alexandre Sampaio e Pedro Alfonsin responderam a perguntas dos internautas sobre as oportunidades geradas pelos grande eventos esportivos que acontecem no Brasil, especialmente a Copa das Confederações FIFA 2013. O formato, inovador, permite uma rica troca de experiências.

Você pode participar mandando sua pergunta para nossos convidados ou votando nas perguntas do seu interesse.  Caso você ainda não tenha assistido aos vídeos, assista aqui  e para mandar sua pergunta, clique aqui.

Veja o que aconteceu no segundo dia de evento.

Alexandre Sampaio

A primeira pergunta respondida pelo presidente da Federação Nacional de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, foi sobre os hotéis localizados próximos aos destinos de competição. Sampaio sugere que os responsáveis por esses hotéis procurem o comitê organizador da Unidade da Federação que está interagindo com a FIFA e com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para solicitarem uma vistoria em seus estabelecimentos. O objetivo é habilitá-los como provedores de serviços para atender turistas e, eventualmente, delegações que visam ao treinamento para a Copa do Mundo.

Outro questionamento foi sobre como uma microempreendedora individual pode aproveitar os eventos esportivos para fornecer sobremesas diet e light para restaurantes e hotéis. Para ele, “especificidades como esse tipo de serviço são muito bem-vindas”. Sampaio sugere que, nesse caso, sejam procuradas as associações hoteleira e de restaurantes da região onde os jogos irão acontecer para que os produtos sejam apresentados em parceria com essas instituições. Dessa forma, o contato com os chefes de compras ou mesmo gerentes de RP, que podem demandar esse tipo de produto para atender sua clientela, ficará mais fácil.

Quer saber mais sobre as oportunidades geradas pela Copa das Confederações para o turismo? Caso você ainda não tenha assistido ao vídeo, assista aqui  e para mandar sua pergunta, clique aqui.

Roque Pellizzaro 

Roque Pellizzaro, presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), começou respondendo sobre quais benefícios os empreendedores teriam com as oportunidades das Copas para além do retorno financeiro. Ele lembrou que, para aproveitar esse momento, o empreendedor terá de se qualificar e estar bem preparado para atender um público mais exigente. Ao final dos eventos, essa qualificação profissional, tanto do líder quanto de seus colaboradores, ficará agregada no dia a dia da empresa, promovendo melhor oferta de serviços aos clientes e consumidores.

Pellizzaro também falou sobre como os empreendedores podem começar a se preparar para os megaeventos esportivos. A primeira recomendação é “conhecer muito bem” o público que virá para as cidades-sede da Copa das Confederações FIFA 2013 e Copa do Mundo FIFA 2014. A partir daí, será possível tomar decisões, por exemplo, sobre que portfólio de produtos a empresa poderá contar, quais formas de pagamento serão oferecidas aos clientes, quais cartões de créditos serão aceitos etc.

Outra pergunta foi sobre os serviços que terão maior demanda nesse período de jogos. Hotéis, bares e restaurantes, além de serviços ligados à logística e deslocamento de turistas, como táxis e vans, foram ressaltados na resposta.

O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas lembrou ainda que os pequenos empreendimentos precisam estar preparados para atender não somente os estrangeiros que virão ao Brasil, mas também os brasileiros que se deslocarão dos mais diversos rincões do País para assistir aos jogos.

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Pedro Alfonsin

A primeira resposta dada pelo advogado Pedro foi à pergunta: “Desenvolvi produtos alusivos à copa. Há restrições sobre onde poderei vendê-los? Posso ter ambulantes em torno dos estádios vendendo meus produtos se não licenciar as marcas da FIFA?”. Segundo Alfonsin, não poderá haver ambulantes em torno dos estádios. Existe uma área de restrição comercial, de 2 km em volta do estádio, onde quem vai poder vender nesses locais são somente lojas oficiais, sendo que nos grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, a venda será nas megalojas. As lojas que existem nessa área próxima aos estádios e que já vendem camisetas poderão continuar vendendo produtos alusivos às Copas, desde que não infrinjam as normas da FIFA. Mas a venda desses produtos só pode acontecer dentro das lojas que já existiam e não por meio de ambulantes.

Outra pergunta respondida pelo advogado foi sobre o conceito de marketing de emboscada. Ele explicou que o marketing de emboscada é aquele feito dentro dos estádios por marcas que não são parceiras da FIFA. Por exemplo, se um empresário quiser divulgar uma marca local e levar um banner para o estádio para divulgar seu produto. Esse tipo de ação é proibida. A Lei Geral da Copa proíbe com sanções civis e penais esse tipo de conduta. O exemplo clássico de marketing de emboscada aconteceu na Copa da África do Sul, onde uma marca de cervejas européias quis entrar no estádio com mulheres muito bonitas que chamavam a atenção, sendo que na realidade era uma alusão a uma marca de cerveja belga. As meninas inclusive foram presas na ocasião.

A última pergunta foi sobre como decorar o negócio durante os jogos sem infringir as regras da FIFA. Segundo Pedro, é importante lembrar que existe um site (www.exibicaopublicafifa.com.br) onde essas regras são bem esclarecidas. Os eventos normais que acontecem, por exemplo, em bares para receber os torcedores para assistir aos jogos podem continuar sua rotina. Nesse caso, não vão precisar pagar royalties para Globo Marcas ou FIFA. Porém, precisa seguir regras específicas, como a exibição somente da Rede Globo. Outro ponto importante relacionado à decoração do estabelecimento sem ferir as regras da FIFA, deve-se saber que não se pode usar, por exemplo, a taça do mundo, o mascote ou o símbolo da copa. Pode-se usar as cores do País, as bandeiras dos países, fazer alusões ao futebol como a imagem de uma bola decorando a entrada do estabelecimento. Esses são exemplos específicos que não atingem as marcas da FIFA.

Quer saber mais sobre as questões jurídicas que envolvem a Copa das Confederações? Caso você ainda não tenha assistido ao vídeo, assista aqui  e para mandar sua pergunta, clique aqui.

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