29/10

Como Vender seu Produto na Copa na pauta do 5° Papo de Negócio Sebrae 2014

Cesco Miglionico

Denise Trevellin Forini

Bárbara Wagner

Resumo do 3° Dia (29/10)

No terceiro dia de evento, os convidados continuaram abordando assuntos referentes ao tema “Como Vender seu Produto na Copa do Mundo FIFA 2014”.

Bárbara Wagner

No terceiro dia do Papo de Negócio Sebrae 2014, a empresária e consultora do Sebrae, Bárbara Wagner, falou sobre a logística na Central de Comercialização Colaborativa da Loja Mosaico Brasil. Em primeiro lugar, a consultora comentou a seleção de produtos, na qual o critério era que as lojas fossem participantes do Programa Sebrae 2014 e indicadas pelos gestores Sebrae dos 12 estados participantes do programa e cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2014.

Foi permitido aos interessados que inscrevessem até 10 produtos. Foram 132 empresas inscritas, com 943 produtos. Após passar por análises de uma curadora de produtos e uma de mercado foram selecionadas 104 empresas e aproximadamente 500 produtos aceitos.

Aqueles que tiveram seus produtos aprovados já receberam uma sugestão de quantidade de produto a enviar numa primeira remessa para o estoque inicial. Os fornecedores também receberam instruções de como emitir a nota fiscal. No caso, uma nota fiscal de consignação, com preços de atacado e frete por conta do fornecedor.

Para a operação de venda e pagamento de fornecedores, a empresa administrativa tinha três datas para fazer o pagamento aos fornecedores e a cada pagamento era emitido um relatório de vendas informando quais produtos tinham sido vendidos e solicitando a nota fiscal de venda. Recebida a nota fiscal de venda, a empresa administrativa fazia o depósito de pagamento aos fornecedores. Ao mesmo tempo, a empresa administrativa controlava a reposição de estoque.

No final, encerrada a loja, houve mais um relatório de vendas, assim como o relatório de estoque restante e a empresa administrativa solicitou nova nota fiscal de venda e também a retirada do restante de mercadoria por parte dos fornecedores. Para as mercadorias devolvidas foi emitida nota fiscal de devolução de produtos em consignação.

Segundo Bárbara, o importante a ressaltar nessa experiência é que as vendas são o resultado de aceitação do mercado de cada produto e de cada preço. A aceitação do produto não significa a aceitação do preço. E destacou: “muitos produtos eram apreciados pelos consumidores mas que quando viam o preço não conseguiam ser vendidos. Em alguns casos, nós conversamos com os fornecedores e procuramos acertar um preço que fosse viável para que o produto fosse realmente vendido”.

A consultora ainda acrescentou: “o problema é que o impacto de preço muito alto de um produto, muitas vezes, afeta o restante da loja. O consumidor entra olha um produto de preço muito caro, vira as costas e vai embora sem verificar outros produtos.”

Outra questão é quando o problema é o produto e não o preço. Existiram produtos que mesmo com a redução do preço não foram vendidos porque não eram atrativos ao consumidor. Por outro lado, produtos que venderam bem tiveram várias reposições. Conforme iam vendendo foram sendo repostos. “Então, não houve um comprometimento nem do Sebrae e nem da loja com uma quantidade de produtos que seriam vendidos. Foi resultado de mercado”, fechou Bárbara.

Outra observação importante passada pela Bárbara foi a de que muitos fornecedores colocaram preços altos somente porque o produto seria vendido no aeroporto. Sobre isso, Bárbara alertou: “aeroporto não significa que um produto possa ser vendido a qualquer preço. O que justifica o preço do produto é seu diferencial. Caso contrário, o consumidor não leva”.

E acrescentou: “outro conselho é para que as empresas explorem o turismo e não o turista. O turista percebe quando está sendo explorado e quando o produto não tem o valor que está sendo pedido por ele”. E fechou lembrando que o produto artesanal também deve ser bem acabado. Não é porque ele é artesanal que não merece esse cuidado.

 Denise Forini

A coordenadora da carteira de Artesanato do Sebrae Nacional e do projeto Brasil Original, Denise Trevellin Forini, falou sobre como ocorreu a seleção dos artesãos que participaram dos showroons do projeto durante a Copa das Confederações FIFA 2013. Segundo ela, cada uma das 19 unidades estaduais do Sebrae participantes da iniciativa foi responsável pela escolha desses profissionais. “Alguns estados trabalharam com artesãos já atendidos pelo Sebrae e outros fizeram editais de seleção”, contou, acrescentando que o foco estava no artesanato de alto valor agregado.

Denise Forini também falou sobre a qualificação dos participantes do Brasil Original, que é feita pelo Sebrae nos estados. “São realizadas diversas capacitações em gestão, em precificação, também em formalização e design e outras interessantes para o Brasil Original”.

 Cesco Miglionico

Cesco Miglionico, gerente Senior da Convivas Brasil, explicou que a parceria Aramark-Convivas, que vai operar como fornecedora oficial de alimentos durante a Copa do Mundo FIFA 2014, se propõe a encontrar empreendedores individuais que estejam dispostos a participar dos projetos do mundial de futebol. Eles poderão atuar como ambulantes ou como operadores de unidades móveis.

“Existem também oportunidades na área comercial, onde estaremos admitindo uma força de trabalho, a ser convocada futuramente, para posições de operadores de caixa, de área de apoio, de movimentação logística de produtos e outras funções”, descreveu. Segundo Cesco Miglionico, podem se candidatar às vagas pessoas com ensino médio e com experiência no setor ou mesmo pessoas que nunca tenham atuado nessas áreas. “São oportunidades de negócios para pessoas que estejam interessadas em dedicar o seu tempo e o seu esforço para participar de um evento dessa magnitude”, afirmou.

Converse com outros participantes do Papo de Negócio pelo twitter por meio da hashtag #papodenegociosebrae2014, pelo Facebook na página do Sebrae 2014 ou pelo Grupo no Facebook

 

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