28/10

Como Vender seu Produto na Copa na pauta do 5° Papo de Negócio Sebrae 2014

Convivas

Bárbara Wagner

Denise Trevellin Forini

Resumo do 2° Dia (28/10)

No segundo dia de evento, os convidados abordaram assuntos como design de loja, comercialização de artesanato e fornecimento de alimentos para a Copa do Mundo FIFA 2014.

Bárbara Wagner

No segundo dia do Papo de Negócio Sebrae 2014, a consultora Bárbara Wagner falou sobre design e visual de loja. Ela esclareceu, primeiramente, que não existe uma única orientação para o design de loja e que depende do tipo de negócio e do tipo de público ao que se destina.

E citou um exemplo: “se tivermos um showroom ou uma exposição, o objetivo principal será mostrar os produtos individualmente e dar destaque a cada um sem termos repetição de produto. Nesse caso, o objetivo não é a venda imediata e sim a venda sob pedido. Geralmente o ambiente é mais sofisticado também. Por outro lado, no outro extremo, nós temos as feiras para o consumidor. Geralmente no estilo de feira livre no qual temos pouco espaço, pouca variedade de produto e muita quantidade. O objetivo é a venda imediata, em grande quantidade e a preços reduzidos. Portanto, a orientação de design e vitrinismo é completamente diferente de um evento para o outro.”

Quanto à orientação para lojas, Bárbara comentou que existe uma variedade enorme de lojas para públicos diferentes e o design e vitrinismo deve se adequar ao público que se destina. Uma loja popular terá um conceito de feira livre, ou seja, pouco espaço para muito produto e pouca variedade de produtos com venda imediata e a preços reduzidos. No caso de uma loja mais sofisticada, de grifes internacionais, geralmente ela vai ter o estilo de showroom, privilegiando poucas peças na vitrine e dificilmente terá peças repetidas para dar aquele ar de exclusividade.

A consultora citou que no caso da Loja Mosaico Brasil, o desafio era ter uma loja intermediária, nem muito sofisticada e nem popular. Segundo ela, o objetivo era o destaque das peças e sua venda imediata e a loja não tivessem nem o visual de showroom e nem de loja popular. “Foi estabelecido um conceito de loja de segmento médio. O primeiro critério foi a exposição agrupada de produtos, de acordo com seu uso e aderência, ou seja, a harmonia entre os produtos. Por exemplo, cachaças foram agrupadas todas juntas, separadas por marcas e próximas a vinhos e espumantes que são outras bebidas.”

O segundo critério adotado para expor produtos na Loja Mosaico Brasil foi ter pelo menos três a quatro peças de cada produto em exposição. Bárbara explicou que se o consumidor entra na loja e vê um produto somente exposto vai ficar com aquela noção de que se está trabalhando apenas a exposição de produtos ou que só tem aquele produto ou que aquele é o último. “Foi permanente o cuidado de sempre ter três a quatro peças de produto para que o consumidor percebesse que aquela era uma loja e não um showroom do Sebrae”, lembrou.

Outra preocupação citada pela Bárbara foi com a reposição de produtos em estoque da Loja. A consultora também contou que utilizaram a vitrine temática, principalmente na penúltima semana da loja, que foi no 7 de setembro. A vitrine da loja foi decorada em verde e amarelo e salientou os produtos relacionados à Copa do Mundo FIFA 2014.

Denise Forini

A coordenadora da carteira de Artesanato do Sebrae Nacional e do projeto Brasil Original, Denise Trevellin Forini, começou abordando o preço médio dos itens vendidos nas lojas do Brasil Original. “Em 2013, nos cinco showroons, nós tivemos preços muito variados, que iam de menos de R$ 10,00 até quase R$ 1.000,00”, contou, acrescentando que o valor médio dos produtos ficou na casa dos R$ 29,00. O projeto foi realizado nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza.

Em seguida, a coordenadora do projeto comentou a quantidade de vendas realizadas nas lojas. “Somados os cinco showroons, nós tivemos um volume de vendas superior a R$ 700 mil”. Segundo ela, a iniciativa atingiu um público de 125 mil visitantes. “Para 2014, com a Copa do Mundo, com maior visibilidade e publicidade, acreditamos que esse número venha a ser maior, até porque estaremos presentes em oito cidades”, afirmou.

Em relação à comercialização dos produtos nas lojas do Brasil Original, Denise Forini contou que o Sebrae realizou licitações para a contratação de empresas para a gestão da comercialização nos espaços. “Essas empresas contratadas também ficaram responsáveis pela logística de recebimento dos produtos artesanais, até porque nós não tivemos produtos de artesãos somente das cidades-sede (da Copa das Confederações FIFA 2013), nós tivemos produtos de artesãos de outros estados, como, por exemplo, Piauí, Rondônia, Tocantins, Rio Grande do Sul”, relatou.

Cesco Miglionico

O gerente Senior da Convivas Brasil, Cesco Miglionico, abordou a parceria Aramark-Convivas, que vai operar como fornecedora oficial de alimentos durante a Copa do Mundo FIFA 2014. A mesma parceria foi estabelecida durante a Copa das Confederações FIFA 2013. “Tivemos muito sucesso. Tiramos muitas lições, muitos aprendizados para podermos produzir um evento como a Copa do Mundo com o maior profissionalismo possível”, afirmou.

A Aramark opera nos Estados Unidos e em mais 22 países mais de 400 empreendimentos em arenas esportivas. “Essa parceria nos oferece a certeza de que teremos a capacidade de oferecer ao público brasileiro o melhor produto possível”, disse o gerente da Convivas.

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