26/09

Resultados da Copa das Confederações FIFA 2013 e perspectivas para a Copa do Mundo FIFA 2014 na pauta do 4° Papo de Negócio Sebrae 2014

Dival Schmidt

André Dantas

Sarah Albrecht

5o. Dia do Papo de Negócio Sebrae 2014 (26/9)

 

Dival Schmidt

O economista e coordenador do Programa Sebrae 2014, Dival Schmidt, comentou os efeitos do observatório nas cidades-sede durante a Copa das Confederações. Segundo ele, o observatório teve uma importante missão que foi identificar, em um evento que reuniu 6 das das 12 cidades-sede, oportunidades, ajudar os pequenos negócios a corrigir rumos e, principalmente, fazer com que as empresas adquiram conhecimento e se aproximem do mercado.

O técnico do Sebrae disse que eventos como a Copa do Mundo FIFA 2014 deixam um legado para o país e os negócios. “Esse tipo de evento cria um processo de exposição do país muito grande. Provavelmente teremos em 2014 cerca de 30 ou 60 dias de forte exposição do Brasil para mais de 100 países. Nós no Sebrae estamos fazendo um esforço para que a pauta econômica também entre na mídia.”

Dival ressaltou ainda que o Sebrae tem hoje mais de 25 mil empresas atendidas pelo programa Sebrae 2014. Essas empresas podem, além de buscar a melhoria no atendimento, na forma de comercialização, nos mecanismos de aproximação com seus consumidores, propiciar que o mundo conheça suas experiências, algumas delas singulares e diferenciadas. “E que tenhamos com isso um resultado consistente pois nosso objetivo é ajudar às empresas atendidas para que se tornem mais competitivas e que elas possam participar de maneira consistente no volume de investimentos e recursos que circularão na economia brasileira”.

Dival também comentou que o foco agora deve ser dado para aqueles segmentos econômicos com mais oportunidades de negócios, tais como o turismo, a economia criativa atráves da gastronomia e do entretenimento, das manifestações culturais, o comércio varejista, os serviços, sejam eles de saúde, de apoio ao visitante. Tem ainda o agronegócio com a possibilidade de colocar o país de uma maneira competitiva e diferenciada em produtos sustentáveis e orgânicos.

Portanto, destacou Dival: “esperamos que esse conjunto de setores aliados aos demais que priorizamos possam trazer uma contribuição efetiva para o pequeno negócio. Temos a convicção de que essa missão está encaminhando para ser plenamente cumprida e o observatório foi um dos responsáveis por isso. Convido a todos a conhecer as informações do observatório em nosso portal que está constantemente sendo atualizado. http://www.sebrae2014.com.br/Sebrae2014/

Dival fechou sua fala adicionando que esse momento não deve ser pensando apenas como uma oportunidade para a Copa do Mundo mas que o empresário deve pensar que essas iniciativas podem ser viabilizadas também a longo prazo.

André Dantas

O analista do Sebrae, André Dantas, respondeu a um questionamento sobre como as credenciadoras de cartões estão se preparando para a Copa do Mundo FIFA 2014 e que tipo de parcerias podem ser traçadas pelo empresário para aproveitar esse período dos jogos e a etapa posterior ao megaevento. De acordo com Dantas, “as credenciadoras têm o grande desafio de oferecer esse meio eletrônico de pagamento para um universo de, aproximadamente, 3,5 milhões de pequenos negócios que não aceitam cartões de débito e de crédito em seus estabelecimentos comerciais”, relevou.

Esse déficit, segundo ele, é em função da desinformação por parte das pequenas empresas com relação à quebra de exclusividade, já citada pelo especialista durante o Papo de Negócio em vídeos anteriores. Essa quebra de exclusividade “proporcionou ganhos no que diz respeito à diminuição das taxas de administração e dos aluguéis das máquinas para esses pequenos negócios”.

Por esse motivo, as credenciadoras têm procurado formas alternativas de atender os pequenos negócios, como, por exemplo, via celular. “O celular começa a avançar no sentido de se tornar o substituto da maquininha”, disse, lembrando que é uma forma de diminuir custo para o empresário e permitir sua participação no segmento de cartões de crédito e de débito.

Outra ação destacada por Dantas foi a possibilidade de se fazer saques em lojas a partir de compras em um determinado valor. “Para o período da Copa, é uma ação extremamente interessante, pois, certamente, alguns turistas vão precisar de moeda brasileira para o pagamento de pequenas despesas”, ressaltou.

O analista sugeriu que os empresários busquem informações sobre as diferentes possibilidades existentes e verifiquem a melhor forma de participar dessa indústria e alancar vendas, tendo em vista o fortalecimento dos cartões de crédito e de débito no País.

Sarah Albrecht

A diretora executiva da Atalho Comunicação e consultora do Sebrae, Sarah Albrecht, comentou que os problemas referentes à barreira da língua eram similares em todas as cidades monitoradas pela dinâmica do cliente oculto. Segundo ela, apenas do Rio de Janeiro está mais avançado. “Encontramos muito mais pessoas que falavam idiomas”, afirmou.

Durante o trabalho, foram encontradas muitas falhas, principalmente, em agências de viagens e em locadoras de automóveis, que, segundo a consultora, possuem “um déficit grande de idiomas”. “Essa situação foi encontrada em todas as cidades que visitamos”, afirmou.

A cidade de Belo Horizonte se destacou por sua predisposição em transpor o problema da língua, atendendo bem os visitantes e vendendo a simpatia como “fator da identidade nacional”. Já em Brasília, por conta da concentração do comércio em localidades próximas umas das outras, o turista conseguia encontrar o que procurava com mais facilidade, apesar de também existir a barreira do idioma.

Sarah Albrecht finalizou chamando a atenção mais uma vez para o aspecto da brasilidade em produtos e serviços, lembrando que esse foi um problema encontrado em todas as cidades visitadas.

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