24/09

Resultados da Copa das Confederações FIFA 2013 e perspectivas para a Copa do Mundo FIFA 2014 na pauta do 4° Papo de Negócio Sebrae 2014

Dival Schmidt

André Dantas

Sarah Albrecht

3° Dia do Papo de Negócio Sebrae 2014 (24/9)

Dival Schmidt

No terceiro dia do Papo de Negócio Sebrae 2014, Dival Schmidt, economista e coordenador do Programa Sebrae 2014, respondeu pergunta sobre como apresentar produtos a serem vendidos nas lojas das cidades-sedes da Copa do Mundo FIFA 2014. O mesmo internauta pede mais informações sobre uma loja de Brasília que vende produtos artesanais com com foco na cultura brasileira

Dival respondeu que esse é um produto que o Sebrae está desenvolvendo, uma central de comercialização colaborativa que operou com a marca Mosaico Brasil durante 90 dias, até o último dia 12 de setembro. “Foi uma experiência exitosa, que reuniu um grupo grande de pequenas empresas cuja comercialização se dá por uma única empresa. Por acontecer no aeroporto obedeceu ao mix definido no varejo do aeroporto e o forte foi explorar os ícones da cultura brasileira”, contou.

Além dessa experiência, Dival destacou a operação do Brasil Original, um produto específico do artesanato cuja proposta é reposicionar  o artesanato brasileiro. Nessa iniciativa, participaram 5 das 6 cidades que sediaram a Copa das Confederações, exceto Recife. No entanto, Dival lembrou que  Recife montou um quiosque em um shopping que reuniu cerca de 80 microempreendedores individuais que produziram souvenirs e o resultado também foi muito interessante.

Outra alternativa ao questionamento do internauta comentada por Dival foi com relação à comercialização de produtos licenciados. Dival destacou a parceria do Sebrae com a Globo Marcas para apoiar pequenos negócios que queiram licenciar produtos oficiais para a comercialização nos pontos de venda oficiais da Copa do Mundo. “Portanto, são algumas opções que o Sebrae tem investido para apoiar a participação dos pequenos negócios nesses megaeventos”.

Por fim, Dival sugeriu que os internautas entrem em contato com o Sebrae mais próximo pois esses pontos de atendimento estão aptos a ajudar com todas as informações possíveis de como aproveitar as oportunidades do evento que acontece em 2014.

André Dantas

André Dantas, analista técnico e gestor do projeto de inteligência em mercados da Unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae, comentou um questionamento sobre os hábitos de consumo dos turistas. Segundo ele, é importante que as informações de consumo dos clientes sejam armazenadas pelo negócio, o que pode ser feito por meio de anotações, de planilhas em Excel ou de sistemas de armazenamento de dados. Dantas também informou que algumas credenciadoras possuem séries de relatórios e informações que podem ajudar a identificar o perfil de consumo dos clientes.

Outra dica foi procurar pesquisas de mercado realizadas com diferentes classes sociais do Brasil. “Há diversas pesquisas disponibilizadas gratuitamente no mercado para que você possa perceber e entender o perfil de consumo dos clientes”, afirmou.

Com relação ao público estrangeiro, a indicação de Dantas foi procurar o site do Programa Sebrae 2014 (www.sebrae2014.com.br), onde é possível encontrar informações sobre os hábitos dos turistas estrangeiros. Com o conjunto de informações, o empresário conseguirá traçar estratégias de vendas mais focadas no público que se deseja atingir.

Sarah Albrecht

No terceiro dia de evento, Sarah Albrecht, diretora executiva da Atalho Comunicação e consultora do Sebrae, lembrou que sua empresa realizou uma dinâmica de cliente oculto, com foco no cliente estrangeiro, em quatro cidades-sede da Copa das Confederações FIFA 2013. A dinâmica analisou diferentes aspectos dos setores de serviços, turismo e comércio.

Em seguida, respondeu a um questionamento sobre qual foi o principal fator de insatisfação dos turistas estrangeiros identificado pela pesquisa. Segundo ela, esperava-se que o principal problema fosse a falta de idiomas no atendimento a esse público, seja no setor de serviços, de turismo ou de comércio. No entanto, verificou-se que “esse não foi o grande problema”. Sarah Albrecht acredita que, de certa forma, o turista estrangeiro já espera por esse déficit de idiomas. “Essa barreira de idiomas foi completamente compensada, na maioria dos casos, com a simpatia do brasileiro, com a vontade de atender, com a vontade de não perder o cliente”, disse.

A consultora afirmou que o grande problema foi a falta de brasilidade em produtos e em serviços. “A brasilidade é você incluir na sua oferta, seja em produtos ou em serviços, uma boa dose da identidade e da característica brasileira”, ressaltou, lembrando que o turista estrangeiro espera passar por uma experiência autenticamente brasileira em tudo que ele comprar ou consumir.

De acordo com Sarah Albrecht, algumas vezes, não é necessário incluir brasilidade nos produtos. “Às vezes, nós precisamos simplesmente resgatar a brasilidade – essas características da identidade nacional – que os produtos já têm”, destacou, citando como um dos exemplos uma sorveteria que, mesmo possuindo diferentes sabores característicos do País, divulga ao turista somente os sabores mais conhecidos, deixando muitas vezes de oferecer algo tipicamente nacional.

Outra pergunta respondida foi referente às soluções encontradas na área de comunicação que ainda precisam ser melhoradas ou desenvolvidas. Ainda seguindo a linha de raciocínio sobre a brasilidade, a consultora afirmou que, muitas vezes, os estabelecimentos possuem produtos com grande potencial de venda, mas que isso não é passado para o estrangeiro, citando novamente a falta de idiomas como barreira. Neste caso, Sarah Albrecht sugere a adoção de soluções simples, rápidas e baratas, como, por exemplo, a utilização de cartões com informações básicas do estabelecimento, como foi o caso de uma ação adotada por um shopping de Belo Horizonte

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