23/09

Resultados da Copa das Confederações FIFA 2013 e perspectivas para a Copa do Mundo FIFA 2014 na pauta do 4° Papo de Negócio Sebrae 2014

Dival Schmidt

André Dantas

Resumo do 2° Dia (23/9)

Dival Schmidt – Dia 2

No segundo dia de evento, Dival Schmidt, economista e coordenador do Programa Sebrae 2014, iniciou seu vídeo respondendo a um questionamento sobre quais estratégias podem ser utilizadas para atrair turistas para cidades que não receberão os jogos da Copa do Mundo FIFA 2014. Segundo ele, é importante fortalecer a atividade econômica do turismo da região e torná-la sustentável para que possa ser aproveitada também após o megaevento.

Schmidt sugere estruturar uma boa ação do receptivo, principalmente, em cidades próximas às cidades-sede. “Eu estou, inclusive, provocando uma ação que estou chamando de turismo receptivo e integrado. É preciso haver uma conexão entre essas várias localidades”, afirmou o gestor, sugerindo também que manifestações culturais, como, por exemplo, o São João, sejam utilizadas para chamar a atenção do público que virá ao País, dentre outros atrativos que existem nas diferentes regiões brasileiras, como o turismo de lazer, turismo de esporte, ecoturismo, agroturismo, entre outros.

“A estratégia é estruturar de maneira competente um modelo de negócio efetivo para o turismo receptivo, criando um forte agregado a isso que é a integração desses receptivos intra-regiões, entre regiões e entre os estados e as proximidades das cidades-sede”, enfatizou.

Em seguida, o coordenador do programa Sebrae 2014 respondeu a uma dúvida referente à comunicação com os estrangeiros. “A comunicação é um desafio gigantesco que vai nos colocar em situações competitivas ou não”, afirmou. Segundo Schmidt, a primeira alternativa seria proporcionar treinamento em idiomas aos profissionais que vão atuar diretamente no atendimento ao público e na comercialização de produtos. “Esse desafio não é tão fácil. Tem sido feito um esforço, é evidente que alguma contribuição isso proporcionará, mas creio que precisamos usar alguns mecanismos que estão mais sob o nosso controle e com maior praticidade”, disse, referindo-se aos recursos disponibilizados no universo da tecnologia da informação, como o desenvolvimento de aplicativos de tradução que podem ser operados por celulares, tablets etc.

Outro exemplo citado foi o recurso de tradução oferecido pelo Google, que também pode ser utilizado pelos estabelecimentos que atenderão aos turistas estrangeiros. Para Dival Schmidt, é essencial que toda a gama de oferecimento tanto de produtos como de serviços busque alternativas e esteja preparada para atender a esse público e fazer negócio.

A globalização e o forte componente da tecnologia da informação ajudam a quebrar barreiras, lembrou o gestor. “Hoje, é muito menor o impacto da barreira de idioma, da língua com relação aos negócios”.

Dival Schmidt encerra seu vídeo convidado os empreendedores a buscar, junto ao sistema Sebrae, apoio e orientações para fortalecer seus negócios e criar mecanismos e processos de atendimento que perdurem no pós-evento.

André Dantas

O analista técnico e gestor do projeto de inteligência em mercados da Unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae, André Dantas, respondeu a uma pergunta sobre quais estratégias de vendas focadas nos turistas estrangeiros podem ser combinadas com a utilização de cartões. Segundo ele, “os cartões de pagamento são instrumentos que rompem barreiras, como, por exemplo, a língua e a moeda do país onde está se comprando”.

André Dantas lembra que os hábitos de pagamento com cartões são universais. “Um cliente estrangeiro irá agir da mesma forma que um cliente brasileiro na hora de pagar”, afirmou. Ele ressaltou ainda que é importante que os empresários e seus funcionários procurem assimilar hábitos básicos para lidar com os turistas estrangeiros, como entender e falar palavras-chave de relacionamento que precisam ser utilizadas no momento do pagamento. Além disso, o estabelecimento deve ter avisos que demonstrem claramente a aceitação de cartões de pagamento, bem como os logotipos das bandeiras dos cartões aceitos bem visíveis.

O gestor também citou quais a bandeiras de cartões mais conhecidas e sugeriu ao empresário que ele avalie bem quais poderão ser aceitas em seu estabelecimento. Dantas informou que as duas maiores credenciadoras do País, a Cielo e a Credicard, que são as empresas que disponibilizam as máquinas nas lojas, firmaram alianças estratégicas para aceitar, respectivamente, as maiores bandeiras do Japão e da China. “Dois públicos cativos dos megaeventos, que possuem hábitos de consumo que podem alavancar ainda mais as vendas”, alertou Dantas.

Com relação aos hábitos dos turistas, o analista afirmou que eles devem ser conhecidos e usados como fator para atrair os visitantes ao estabelecimento. “São questões simples, como, por exemplo, saber que, para os alemães, o café da manhã é muito mais do que simplesmente a primeira refeição do dia. É um momento social, o motivo para o encontro entre os amigos. Por isso, cafés e restaurantes devem oferecer menus variados e bem elaborados”, explicou, citando ainda exemplos com relação aos hábitos dos argentinos, espanhóis e japoneses.

Para finalizar, André Dantas frisou a importância de deixar claro que o estabelecimento aceita e prefere o pagamento em cartão e desejou boas vendas.

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