19/07

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Juliana Proserpio

Minom Pinho

Luciana Guilherme

Resumo do 1° Dia (19/7)

No primeiro dia do Papo de Negócio Sebrae 2014, as convidadas se apresentaram e falaram sobre como os empreendedores podem atuar para desenvolver produtos criativos e culturais voltados para a Copa do Mundo FIFA 2014.

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Juliana Proserpio

A co-fundadora da empresa de consultoria em inovação social Design Echos, Juliana Proserpio, iniciou sua participação no Papo de Negócio Sebrae 2014 falando sobre a importância de se ter negócios mais conscientes. “Esses negócios podem gerar produtos ou serviços ou até novos negócios que impactem a sociedade positivamente e, ao mesmo tempo, tragam retorno financeiro para as empresas”, afirmou.

A empresária contou que, esse ano, abriu uma nova empresa, a Escola Design Thinking. “A Escola Design Thinking forma os novos inovadores do Brasil e se baseia na abordagem do design thinking, que é a que a gente utiliza na nossa consultoria de design social”, explicou.

Segundo Juliana Proserpio, os empreendedores são fundamentais para a construção de um futuro melhor para o Brasil. Para ela, o empreendedor de hoje pode e deve abrir um negócio com propósitos com vão além do lucro. “Durante muito tempo, todo mundo acreditou que o grande propósito dos negócios era lucrar, simplesmente gerar lucro. Hoje em dia, a gente vê que não é mais assim”, lembrou.

Para a empresária, os negócios devem ter um propósito maior. “Eles podem colaborar com os problemas e os desafios da educação, da pobreza, da saúde, da violência no Brasil e no mundo”, disse, lembrando que os empreendedores têm a possibilidade de criar negócios mais inteligentes e mais criativos.

Além disso, Juliana Proserpio salienta que o Brasil está vivendo um momento único, em que todo o mundo está observando o que acontece no país-sede da Copa do Mundo FIFA 2014 e das Olimpíadas. “Por isso, o empreendedor está vivendo um momento muito importante”.

A consultora em inovação social ressaltou que o empreendedor de hoje é diferente do empreendedor do passado. Hoje, o empresário pode criar um negócio que lucre e, ao mesmo tempo, impacte positivamente na vida das pessoas. Segundo ela, isso é possível com uma mudança de modelo mental. Neste caso, não é preciso investir recurso financeiro em tecnologia ou novas ferramentas. “As pessoas têm que mudar seu modo de viver, seu modo de olhar pra vida”, afirmou.

Essa mudança de modelo mental se baseia em três pilares. O primeiro deles é a empatia, que significa se colocar no lugar do outro. “Na hora que você se coloca no lugar do outro, você vai conseguir enxergar quais são as necessidades reais dessas pessoas, o que realmente elas precisam. A partir daí, você vai conseguir criar soluções que resolvam esses problemas, esses desafios”, destacou.

O segundo pilar é a colaboração. Isso ocorre quando a pessoa começa a produzir soluções de forma colaborativa multidisciplinar, observando diferentes pontos de vistas. “Quando você tem diferentes pontos de vistas, você não está mais se baseando só no eu, você está vendo o outro também nessa equação. E aí, você começa a criar soluções para problemas complexos, tais como os problemas que a gente citou antes”, recordou.

O último pilar é referente à experimentação. Neste caso, o empreendedor vai testar a solução criada antes de investir dinheiro nela. Segundo Juliana Proserpio, é preciso criar um protótipo do produto ou serviço que se pretende oferecer ao mercado. “Não é aquele protótipo da indústria automobilística, em que você gasta milhões, mas sim um protótipo para testar o conceito, testar o valor, ver se as pessoas acham que o que você criou é relevante na vida delas”.

Com o retorno das pessoas, o empreendedor poderá identificar o que é bom e o que poderia ser melhor. “Você pode ainda iterar o seu produto, seu serviço ou seu negócio. Ou seja, você pode melhorá-lo. E aí sim, ir para o mercado com uma ideia, com uma solução, com um negócio que seja realmente relevante na vida dessas pessoas”, alertou.

Juliana Proserpio concluiu sua fala destacando que “o empreendedor se torna o grande catalisador de mudança nesse Brasil”. Ela ainda se colocou à disposição dos internautas para tirar dúvidas sobre o assunto abordado, ao longo do evento virtual.

Minom Pinho

Em seu vídeo de abertura, Minom Pinho, sócia-diretora da Casa Redonda Cultural, consultora e produtora cultural, propõe uma reflexão sobre o que significa empreender cultural e criativamente, tendo em vista as oportunidades de negócios que virão com a realização da Copa do Mundo FIFA 2014.

De acordo com a consultora, “em primeiro lugar, o empreendedor precisa compreender qual o sentido do seu empreendimento e que diálogos esse empreendimento cultural e criativo, esse negócio criativo, estabelece com os mercados, com as pessoas que usufruem daquele bem ou produto cultural oferecido”. Minom Pinho também afirmou que o empreendedor precisa conhecer a diversidade de fontes de financiamentos e quais tipos de projetos, bens ou serviços culturais dialogam com essas linhas de crédito.

Em seguida, a consultora revelou que é preciso compreender as diversas formas de se viabilizar um empreendimento. Segundo ela, graças à economia criativa, há um entendimento de que o empreendedorismo cultural e criativo tem de servir para fortalecer cadeias econômicas, culturais, criativas e sustentáveis no território. Por isso, é preciso saber quais capacidades de colaborar e de criar tessituras em cadeias – os chamados clusters culturais e criativos – o negócio ou empreendimento possui, bem como que diálogo ele estabelece nessa cadeia.

Minom Pinho lembrou que existem múltiplas formas de se financiar um empreendimento voltado para a Copa. “Você pode viabilizar um empreendimento por patrocínio, por convênio público, por prestação de serviço a outros empreendedores que estão atuando nesse processo”, afirmou.

A consultora também chamou a atenção do empreendedor para o fato de que o fluxo econômico gerado pela Copa do Mundo FIFA 2014 ocorre por um período de tempo limitado. “É preciso entender o quanto você está disposto a crescer, suas equipes, sua gestão, preparar seu empreendimento para isso e também se preparar para o pós-evento, quando esse evento vai embora”, disse, acrescentando que o empresário deve observar o fluxo econômico que sobra no território e também o fluxo de aprendizado e inovação que pode ser extraído do evento.

Minom Pinho conclui sua apresentação reforçando a importância de se atuar em cadeia, principalmente quando se trata de pequenos negócios, que podem se fortalecer com essa forma de atuação. E finaliza: “se a Copa ajudar a gente a fortalecer cadeias culturais e criativas, esses clusters do território, eu acho que a gente vai ter deixado um maravilhoso legado, não só para os negócios criativos – pequenos, médios e grandes –, mas para o aprendizado e a inovação nesse território”.

Luciana Guilherme

 Em seu vídeo de apresentação, a diretora de Empreendedorismo, Gestão e Inovação da Secretaria da Economia Criativa, no Ministério da Cultura, Luciana Guilherme, se apresentou e disse que era um prazer participar do Papo de Negócio Sebrae 2014 para falar das oportunidades de negócio e sobre a possibilidade de formação e qualificação das atividades e produtos culturais e criativos brasileiros.

Ela lembrou que a secretaria é nova, foi criada em 2011, mas oficializada apenas em 2012, e já enfrenta desafios importantes relacionados ao universo da economia criativa. Economia que, segundo ela, corresponde a ciclos econômicos de diversos setores tais como artesanato, moda, design, música, dança, teatro, audiovisual, jogos digitais. São vários setores que constituem essa economia e que envolvem uma série de profissionais e empreendimentos que trabalham desde o processo da criação, produção, distribuição e consumo de bens e serviços criativos.

Luciana destacou que a diversidade cultural brasileira é uma base que dá um grande valor agregado de diferenciação perante ao mundo, e o brasileiro com toda essa riqueza cultural e criatividade precisa saber transformar sua atividade produtiva em algo que tenha sustentabilidade a médio e longo prazo e que seja inovadora. “A secretaria vem desenvolvendo uma série de ações nesse sentido. Desde a criação do observatório da economia criativa para buscar informações sobre essa economia e compreender mais as dinâmicas desses setores, seja através do fomento, criando uma da rede de birôs de serviços, o Criativa Birô, que estão sendo implantados em 13 estados, nas cinco regiões brasileiras, em parceria com o Sebrae”, ressaltou. E acrescentou: “o Sebrae é o nosso grande parceiro dando consultorias em temas como acesso ao crédito, formação em gestão e empreendedorismo e áreas técnicas dos setores criativos. Estamos também com um olhar forte em formação, sabemos que é uma ação de médio e longo prazo. Por isso, é importante formar esse novo profissional para o século XXI, um profissional que tenha capacidade de conectar conhecimentos, informações de várias áreas para ser realmente criativo e inovador”.

Luciana lembrou ainda a importância de se criar novos marcos legais e de se adequar marcos legais existentes relativos a essas novas profissões, ao fomento desses empreendimentos e às questões tributárias, trabalhistas e previdenciárias. E citou a necessidade de institucionalização de políticas dessa economia criativa, que vão além dessa institucionalidade que o Ministério da Cultura já está fazendo. “É importante que haja um pacto federativo de apoio aos empreendedores e profissionais criativos que hoje trabalham e desenvolvem suas atividades em um campo tão rico mas que pode ser desenvolvido e potencializado e chegar a uma condição muito melhor”, disse a diretora.

E fechou sua fala convidando: “nesses dias do Papo de Negócio Sebrae 2014, estarei aqui pra gente conversar um pouco, trocar ideias e informações e também para ouvir as sugestões e os questionamentos de vocês”.

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